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O CONTEXTO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL

em 18 de outubro de 2021

Photo by Jon Tyson on Unsplash
O desenvolvimento histórico da educação especial no Brasil inicia-se no século XIX,  quando  Dom Pedro II, fundou no Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos meninos cegos  em 1854.

O Brasil, historicamente, possui uma ampla legislação favorável à educação especial. São inúmeros decretos, resoluções e leis dedicando extensos capítulos à respeito da educação de crianças e jovens com deficiência, sugerindo que o atendimento educacional delas fosse feito preferencialmente nas redes regulares de ensino.



Todas as iniciativas, desde o Império até a década de 1970, são parte de uma história na qual as pessoas com deficiência ainda não tinham autonomia para decidir o que fazer da própria vida. Todavia, entre as pessoas com deficiência, esse foi um período de gestação da necessidade de organização de movimentos afirmativos dispostos a lutar por seus direitos humanos e autonomia. (LANNA JR, 2010, p. 30).


👉 DÉCADA DE 60: normalização – integração: início da aceitação dos deficientes físicos nas classes normais;

👉 DÉCADA DE 70:  conceito de normalização e integração social – foram entendidos de forma equivocada.

👉DÉCADA DE 80: movimento mundial pela inclusão social – surge a proposta de Educação Inclusiva – insatisfação dos educadores de Educação Especial.

👉 DÉCADA DE 90: a política de Educação Inclusiva começa a ser difundida, principalmente após a Declaração de Salamanca (1994).


🔔 OBJETIVO MAIOR: É uma sociedade inclusiva.

🔔 PRINCIPAL DESAFIO DA ESCOLA COMUM: Desenvolver uma pedagogia centrada no aluno.


Imagem de Stefan Schranz por Pixabay 
🔔PEDAGOGIA INCLUSIVA:  Cujos pressupostos orientam ações educacionais que visam o ensino na diversidade – a diversidade faz parte da natureza do ser humano.

Não basta propiciar aos alunos a convivência com a diferença, faz-se necessário garantir a aprendizagem e o desenvolvimento de todos – procedimentos especiais aos alunos com deficiências: diagnóstico, métodos e técnicas, adaptações curriculares – adaptações arquitetônicas – princípios de igualdade de oportunidades. Também envolve a organização e elaboração de planejamento flexível, adequação e aperfeiçoamento dos planos de aulas em função das situações imprevistas, prática pedagógica diversificada, trabalho coletivo de toda a equipe escolar, desenvolver a formação continuada dos professores, apoio especializado para o professor, estratégias e metodologia de ensino diferenciadas respeitando-se o ritmo de aprendizagem de cada aluno.

Buscar o apoio de toda comunidade escolar: professores, coordenadores pedagógicos, gestores e  supervisores  escolares, funcionários  e pais de alunos é de fundamental importância para que a Inclusão aconteça de fato.

Imagem de falco por Pixabay 
Faz-se necessário também, a implementação de políticas públicas para a inclusão nas esferas municipais, estaduais e federais, que visem a busca de  uma sociedade igualitária, que reconheça e garanta o direito das crianças com deficiência ao ensino regular, como qualquer outra criança. Escola é direito de TODOS!

Quando falamos de Inclusão, pautar-se por posições ideológicas, por pontos de vista contraditórios e ideias ultrapassadas sobre o conceito, em nada contribui ou favorece o movimento de inclusão, que tem como objetivo maior a mudança do olhar, do pensamento e do comportamento. Inclusão escolar transforma a sociedade, torna-a mais igualitária, onde todos tenham seus direitos respeitados, assegurados e reservados.


REFERÊNCIAS:

LANNA JR, Mário Cléber Martins (Comp.). História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil. - Brasília: Secretaria de Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 2010

MANTOAN, Maria Tereza Égler. Introdução. In: MANTOAN, M. T. E. (Org.). A Integração de pessoas com deficiências: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon, 1997.

MAZZOTTA, Marcos José Silveira. Educação especial no Brasil: história e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1996.


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