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segunda-feira, 4 de julho de 2016

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

“Claro que há respostas certas e erradas. O equivoco está em ensinar ao aluno que é disto que a ciência, o saber, a vida são feitos. E com isto, ao aprender as respostas certas, os alunos desaprendem a arte de se aventurar e de errar, sem saber que, para uma resposta certa, milhares de tentativas erradas devem ser feitas. Espero que haja um dia em que os alunos serão avaliados também pela ousadia de seus vôos... Pois isto também é conhecimento.”

Rubem Alves


Muito se tem escrito e falado sobre avaliação escolar, que é um dos maiores desafios da prática pedagógica e um tema polêmico que angustia professores, alunos e pais; e, por isso, ainda não é um assunto a ser esgotado, pelo contrário, precisa ser analisado de acordo com novos paradigmas, buscando novas e mais eficientes formas de avaliação, para melhor direcionar a nossa prática e tornar o ato de avaliar mais justo e coerente com relação a aprendizagem dos nossos alunos.

O contexto da avaliação é muito abrangente. Durante décadas, a avaliação foi considerada um instrumento ameaçador e autoritário, isto vem mudando lentamente, mas continua sendo um dos grandes desafios da educação moderna.
Créditos da imagem:  http://pixabay.com/ 

Quando se pensa na avaliação, é preciso ter em mente que ela faz parte de uma determinada proposta educacional em função da qual ela é feita.

A maneira como tem-se utilizado a avaliação faz com que as atenções se voltem para a classificação e não para o diagnóstico, ou seja, há uma ênfase na promoção ou retenção do aluno, deixando em segundo plano ou não valorizando a aquisição de conhecimentos.

É preciso compreender a avaliação como um processo permanente na aprendizagem, dinâmico e transformador do contexto escolar, tornando a educação mais democrática e igualitária.

Avaliar não significa apenas  analisar, pois trata-se de um aspecto muito mais amplo no tocante a educação. Avaliar é acima de tudo observar as necessidades e dificuldades que cada indivíduo apresenta, suprindo-as de forma eficaz.

Créditos da imagem:  http://pixabay.com/ 
Quando o professor avalia, não deve ele ter em seu íntimo a finalidade de prejudicar o aluno através das notas; deve ele descobrir as dificuldades  experimentadas pelo aluno no decorrer de vida escolar.

A avaliação não deve ser resumida à atribuição de notas ou conceitos. É também um importante instrumento de que dispõe a escola para, num processo contínuo de ação e reflexão que ocorre durante todo o ano letivo, identificar os fatores que facilitam e os que dificultam a aprendizagem e as estratégias mais adequadas.

Em sentido amplo, a avaliação deve ser assumida por toda a equipe escolar:  professores, diretores e técnicos. As reuniões para discussões e replanejamento integram esse processo na medida em que levam a tomar decisões quanto às modificações a  realizar, os recursos a priorizar e os métodos a serem adotados para determinados alunos.

Desse modo, a avaliação não se deve restringir ao uso de provas. Um dos instrumentos de avaliação é a observação do aluno. Por intermédio da observação direta, a criança será avaliada em relação ao conjunto das atividades que são desenvolvidas na escola e que são muito importantes dentro da proposta pedagógica do professor.

Além das atitudes, comportamentos e habilidades trabalhadas na escola, também dever ser
Créditos da imagem:  http://pixabay.com/ 
consideradas, as formas de expressão e as habilidades que as crianças já possuem e trazem de uma experiência de vida fora da escola.

A avaliação da aprendizagem é um processo contínuo, diário e permanente. Atento aos acontecimentos que se manifestam no dia-a-dia, aos avanços e dificuldades dos alunos, o professor terá realmente, condições de conhecer a situação de cada criança em relação às aprendizagens realizadas e acompanhar sua classe.

Infelizmente, muitos gestores municipais e gestores escolares do nosso país,  ainda hoje enxergam a escola como “depósito de alunos”. Importam-se única e exclusivamente em manter o aluno na escola, criando medidas para conter a evasão escolar e esquecendo de priorizar a busca por um ensino de qualidade e uma escola onde todos tenham o direito de aprender. Mas isto é um longo caminho a ser percorrido e muitas coisas precisam ser mudadas e revistas. 


Referências Bibliográficas:

LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez, 1998, 7ª  edição.

VASCONCELLOS, Celso. Avaliação da Aprendizagem: Prática de Mudança. Ed. Libertad, São Paulo, 2003.

2 comentários:

  1. Amei tudoooooooooooo,muito obrigado por me deixar fazer parte dessa maravilhoso blog adoro tudo.Gostaria de saber mais sobre o papel do coordenado pedagógico infantil,qual seu papel dentro da escola.Um abraço a todos e que deus abençoe todos vocês.

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  2. Olá Mercês! Bem vinda! Obrigada pelas palavras carinhosas! Fico muito feliz que vc goste deste espaço! Aqui já tem uma postagem sobre a importância das reuniões pedagógicas (aqui falo um pouco das atribuições do coordenador pedagógico) e como elaborar uma pauta de reunião pedagógica. Procure na coluna do lado direito do blog (onde está escrito ENCONTRE NO BLOG) pela tag COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA. Dá uma olhadinha e veja se não é o que vc procura! Espero ter ajudado! Abraço e volte sempre!

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